Avatar: Refletindo sobre o sentimento de vazio.
Com uma marca de US$ 1.843.700.000,00 e indicação ao Oscar, o filme AVATAR de James Cameron além de mostrar diferenciais na tecnologia 3D nos provoca a refletir sobre os nossos tempos - a chamada modernidade e suas decorrências.
Limitações físicas e psicológicas, sentimentos contraditórios, poder, ambição, diferenças culturais, devastação ambiental em nome do crescimento econômico, avanço da ciência e seu bom e mau uso, entre outros assuntos podem ser observados na película. Por não ser viável discutir todos os pontos hoje, ressalto o sentimento de vazio do personagem principal Jake Sully (Sam Worthington), ex-fuzileiro paraplégico, que após perder o irmão gêmeo, cientista do programa Avatar no planeta Pandora, assume seu lugar por similaridade genética, permitindo compatibilidade com o Avatar do irmão. Logo, estar em outro corpo, mesmo de um ser de outro planeta proporciona ao protagonista experiências intensas, tais como: andar novamente e conhecer a cultura Na`vi, cuja filosofia de vida é a harmonia com a natureza. O resultado é o encantamento e afetividade com o novo povo, bem como a mensagem de que há um caminho para nossa civilização, se seguirmos os princípios Na´vianos.
Fora dos settings de filmagem, criar um Avatar é um fenômeno de sucesso conhecido dos internautas. Talvez, um meio de fuga do nosso próprio sentimento de vazio ou da realidade competitiva que incute a perfeição estética e o consumismo às pessoas, ou simplesmente um modo de adesão aos valores vigentes. Em ambos os propósitos, uma oportunidade de reinvenção de si mesmo.
Em dias de Carnaval, lócus de vivências avatarescas e momentos de extravasão, penso: estariamos diante de uma versão tupiniquim dessa necessidade reinventiva? Sem uma resposta definitiva devido a subjetividade de cada um, não critico o desejo de ser ou viver algo diferente, mas defendo a idéia do filme de que não precisamos nos esconder em um avatar, procurar um mundo paralelo; podemos viver melhor se nos conectarmos com o funcionamento da natureza, usando a ciência para fins de desenvolvimento humano e não exclusivamente econômico.
Afinal, não somos donos do planeta Terra, apenas um dos seres que aqui coabitam. Se entendermos essa afirmação, quem sabe poderíamos valorizar o que realmente é importante em nossa passagem por aqui e amenizar o tal sentimento de vazio visto em Jake e em nós mesmos.
Limitações físicas e psicológicas, sentimentos contraditórios, poder, ambição, diferenças culturais, devastação ambiental em nome do crescimento econômico, avanço da ciência e seu bom e mau uso, entre outros assuntos podem ser observados na película. Por não ser viável discutir todos os pontos hoje, ressalto o sentimento de vazio do personagem principal Jake Sully (Sam Worthington), ex-fuzileiro paraplégico, que após perder o irmão gêmeo, cientista do programa Avatar no planeta Pandora, assume seu lugar por similaridade genética, permitindo compatibilidade com o Avatar do irmão. Logo, estar em outro corpo, mesmo de um ser de outro planeta proporciona ao protagonista experiências intensas, tais como: andar novamente e conhecer a cultura Na`vi, cuja filosofia de vida é a harmonia com a natureza. O resultado é o encantamento e afetividade com o novo povo, bem como a mensagem de que há um caminho para nossa civilização, se seguirmos os princípios Na´vianos.
Fora dos settings de filmagem, criar um Avatar é um fenômeno de sucesso conhecido dos internautas. Talvez, um meio de fuga do nosso próprio sentimento de vazio ou da realidade competitiva que incute a perfeição estética e o consumismo às pessoas, ou simplesmente um modo de adesão aos valores vigentes. Em ambos os propósitos, uma oportunidade de reinvenção de si mesmo.
Em dias de Carnaval, lócus de vivências avatarescas e momentos de extravasão, penso: estariamos diante de uma versão tupiniquim dessa necessidade reinventiva? Sem uma resposta definitiva devido a subjetividade de cada um, não critico o desejo de ser ou viver algo diferente, mas defendo a idéia do filme de que não precisamos nos esconder em um avatar, procurar um mundo paralelo; podemos viver melhor se nos conectarmos com o funcionamento da natureza, usando a ciência para fins de desenvolvimento humano e não exclusivamente econômico.
Afinal, não somos donos do planeta Terra, apenas um dos seres que aqui coabitam. Se entendermos essa afirmação, quem sabe poderíamos valorizar o que realmente é importante em nossa passagem por aqui e amenizar o tal sentimento de vazio visto em Jake e em nós mesmos.

