domingo, 6 de junho de 2010

A Ana e a Academia


Momentos prévios de defesa do mestrado, após dois anos de dedicação, costumam gerar sensações e sentimentos peculiares a quem os experimenta. Independente de um sabor doce ou salgado, um filme passa em nossas mentes, referente às vivências desse período.
Para alguns mera conquista de título para galgar um emprego melhor, para outros realização pessoal com gosto de contribuição à sociedade. Embora deseje o trabalho, optei pela última, e tive o prazer de estar com outros idealizadores, entendendo aqui a ideologia como desejo de mudança e não como alienação.
Foi assim o meu encontro com a Ana...mulher, menina, militante e idealista. Com ela, mudamos o mundo em nossas mentes, várias vezes. Deixamos-os justo!
Idealizamos até o "grã-finale" - a defesa do mestrado, com a composição da banca e toda sua formalidade. Versos, música, poemas eram os aparatos para expressar à Academia todo o nosso amor pela humanidade e desejo de mudança,inclusive do próprio templo do suposto saber. No entanto, antes disso fomos barradas pelas cinzentas regras...Sim, mas uma vez elas! Os padrões nos obriga a uma apresentação tecnocrata e a uma avaliação idem. Por quê? Para quê? E a criatividade? O novo? Todas orientadas a serem deixadas de lado e reproduzir um pouco mais do mesmo!
Compartilhando a indignação, fecho o meu desabafo com as palavras da querida Ana,que como diz a música de Ana Cañas, é doce, mas quando azeda...e brilhantemente representa nossa ira atual, chamada por ela de Verborragia:


" A Academia é feita para poucos!!! Não há dúvidas senhores. Engendrada pela razão tecnocrática com nuances científicos, galga aos níveis mais altos da produção em massa de iguais. Não senhores, esta Academia não serve para mim de fato, tão singular. Tolheu minha poesia e desrespeitou meu povo. Esse povo que serve de base para produção científica, e fica com a vida aprisionada nos livros esquecidos das bibliotecas. Eu gosto é do cheiro, da cor, da estética, da ética de da política desse povo. E se não fizer sentido para esse meu povo, não fará para as bases de dados dessas universidades tão positivistas. Estão aprisionando a liberdade criativa dentro da formalidade dos iguais. Criação? Não, a Academia não permitirá!!! Idéias inovadoras? Guarde as para o bar, onde de fato, as pessoas apresentam capacidade intelectual para o novo, para a vida e para a filosofia".

Podemos tentar amiga...fazer a diferença, sempre!
Conte comigo!!

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terça-feira, 25 de maio de 2010

Expressar ou não expressar os sentimentos?



Noutro dia, em roda de amigos se discutiam sobre a expressão de sentimentos.
Não era uma de minhas melhores semanas, não estava com vontade de dialogar, de modo que preferi ficar observando.
Logo, sem intenção, o grupo se dividiu em gêneros, travando a eterna briga entre os sexos. Ouvi alguém esclarecer que a mulher se abre mais facilmente e se decepciona com a mesma intensidade. Em contraponto, um dos rapazes explicou que os homens não se limitam às palavras e sim às atitudes.
Sei que o tema empolgou a todos, ocupando boa parte de nosso encontro e me lembro que houve concordância apenas em um quesito do debate: somos educados a não expor totalmente o que sentimos, com medo de retaliação.
Tomei mais um gole de vinho, meu velho amigo Cella bianco, me imaginando numa vinícula italiana, de pés descalços a contemplar uma paisagem campal subliminar, quando fui interrompida em meus devaneios para posicionar-me sobre a influências das regras da sociedade em nossa formação sexual.
Putz! Pensei. Do aconchego da Itália, só consegui trazer à mente escritos de Viena, do famoso Mal-estar na Civilização, de Freud (1930), que enfatiza a barganha feita pela sociedade para a sobrevivência, trocando nossos sentimentos mais primitivos pelas regras da sociedade.
No meu pensamento sabia que a escolha por esse texto tinha sentido e que titubeei em explanar sobre o assunto porque acabara de viver uma situação assim, de me sentir exposta e mal interpretada ao expressar meus sentimentos. Eu estava sentindo um certo mal-estar e não estava muito disposta a conversar, mas respirei fundo,pensei um pouco para não privilegiar a minha última vivência e deixar uma impressão pessimista.
Uma vez mais trouxe Freud à mente ao cogitar a solução para o sentido da vida...explanei sobre as individualidades, afinal cada caso é um caso. Se para alguns as regras culturais são entraves, para outros não são. E que independente das experiências ruins, sempre é válido a sua expressão, afinal, Freud aposta no amor como saída à humanidade, já que esse sentimento diminui drasticamente nossa agressividade e egoísmo biológico em razão do outro.
Minha fala só aqueceu os humores do grupo e logo levantaram novas enquetes sobre o tema. Eu continuei a degustar meu vinho, voltando vez ou outra à Itália, mas com a sensação de mal-estar diluída, porque gosto muito de pensar que tudo vale a pena em nossa vida, até mesmo nossos dissabores.
Salud!!

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sábado, 22 de maio de 2010

Lobão

Já faz um tempo que não apareço por aqui, acreditem, não foi por falta de inspiração, talvez excesso de realidade diante da vida cotidiana. Nesses momentos minhas reflexões aceleram, mas a escrita fica um pouco a desejar.
Ainda um pouco melancólica e saudosista, vou apenas fazer uma homenagem ao cantor Lobão, que vem a Presidente Prudente participar da Virada Cultural 2010, que acontecerá a partir das 18 hs de hoje até as 18 hs de domingo.
Adepta da cultura na rua, isto é, oferecimento de possibilidades culturais populares, acredito
que tais iniciativas instigam o nosso gosto, apreciação e reconhecimento pela arte, seja qual for sua expressão.
Então, compartilho a música " Essa noite não", composição de Lobão / Bernardo Vilhena / Ivo Meirelles / Daniele Daumérie. Qualquer semelhança com meu lado interno é pura coincidência (rs):

A cidade enlouquece sonhos tortos
Na verdade nada é o que parece ser
As pessoas enlouquecem calmamente
Viciosamente, sem prazer

A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não

As cortinas transparentes não revelam
O que é solitude, o que é solidão
Um desejo violento bate sem querer
Pânico, vertigem, obsessão

A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não

Tá sozinha, tá sem onda, tá com medo
Seus fantasmas, seu enredo, seu destino
Toda noite uma imagem diferente
Consciente, inconsciente, desatino

A maior expressão da angústia
Pode ser a depressão
Algo que você pressente
Indefinível
Mas não tente se matar
Pelo menos essa noite não

Até a próxima.
Beijos da Rê.

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domingo, 14 de março de 2010

Dilma x Serra: critérios de escolha (se é que temos escolha)...


















Olá queridos...

Passei uma semana infernal, que com certeza tiraram um pouco do humor que faz parte do meu ser. E a gota d´água compartilharei com vocês...Recebi há pouco um email comparativo entre os pré-candidatos à república enunciando ser um critério importantíssimo em nossa escolha política.
Vejam abaixo:

Façam suas reflexões... e decidam !! abs - Aldo.

O post abaixo é uma primeira versão de uma biografia comparada entre José Serra(PSDB-SP) e Dilma Rousseff(PT-RS), para ser espalhada pelos quatro cantos do Brasil. Não há nenhuma mentira neste levantamento de dados e fatos sobre a vida pública dos dois oponentes. Os Blogs pela Democracia tem o papel de colocar a verdade para o eleitorado médio, aquele que está longe dos blogs políticos. Precisamos, além do nosso trabalho dentro do nosso ambiente, transformar este tipo de post em e-mail, em corrente, em material para orkut, em informação para as redes sociais. Este é o nosso trabalho. Aprimorem esta comparação. Criem a sua própria. Levantem novos dados. O importante é confrontar os dois candidatos. Quando a campanha começar, boa parte do Brasil já vai estar conhecendo José Serra e Dilma Rousseff. Com capacidade de julgar e escolher o que é melhor para o Brasil.

Aí vai, etapa por etapa, a vida dos dois:José Serra tem 68 anos, é paulista, filho de imigrantes italianos, o pai vendedor de frutas no Mercado Público, foi criado em uma pequena casa quarto e sala, geminada com outras 24, em São Paulo.Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha de um imigrante húngaro, rico empreiteiro e dono de construtora, proprietário de dezenas de imóveis em Belo Horizonte, foi criada em um grande e espaçoso apartamento em Belo Horizonte.Somente quando chegou ao Científico, a família Serra mudou-se para um apartamento de dois quartos, alugado. Antes disso, moraram em uma pequena casa em rua de chão batido.Imóvel não era problema para a rica família Rousseff, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Dilma utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupos terroristas dos quais participava, de onde saíam para praticar atentados, roubar e seqüestrar.No início dos anos sessenta, vinculado à política estudantil, Serra foi presidente da União Estadual de Estudantes, de São Paulo, e da União Nacional dos Estudantes, com apoio da Juventude Católica. Democrata, sempre usou o palanque e a tribuna como armas, jamais integrando grupos terroristas e revolucionários manipulados pelo comunismo internacional.Dilma, por sua vez, neste mesmo período, fazia política estudantil nas escolas mais burguesas de Belo Horizonte. Em 1963, ingressou no curso clássico e passou a comandar uma célula política em uma das mais tradicionais escolas da cidade, onde conheceu futuros companheiros de guerrilha, como o atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.Em 1964, exilou-se na Bolívia e, posteriormente, na França, retornando ao Brasil em 1965, na clandestinidade. Ainda neste ano, foi para o Chile, onde ficou durante oito anos. Com a queda de Allende, foi para a Itália e, posteriormente, para os Estados Unidos. Teve uma vida extremamente produtiva no exílio, onde adquiriu sólida formação acadêmica, foi professor e consultor.Em 1964, Dilma começou a conviver com terroristas de esquerda, iniciando a sua carreira como militante na luta armada. Neste período ingressou na POLOP, Política Operária, onde militou até ingressar na universidade.Em 1967, Serra casou-se com a psicóloga e bailarina Sílvia Mônica Allende, com quem tem dois filhos e dois netos e continua até hoje casado.Dilma também casou-se em 1967, com o terrorista e guerrilheiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurelio", "Lobato"). Quando o primeiro marido a deixou, para ir cumprir missões em outros países, sequestrando um avião no Uruguai, por exemplo, teve um segundo casamento com Carlos Franklin Araújo, com quem teve uma filha. Desde 2000, não está casada.Serra interrompeu a sua formação acadêmica em função do exílio, que impediu que seguisse a carreira de Engenheiro. No entanto, no Chile, fez um mestrado em Economia e foi professor de matemática na CEPAL. Posteriormente, nos Estados Unidos, fez mais um mestrado e um doutorado na prestigiada Universidade de Cornell.Tem uma das mais sólidas formações na área no Brasil.Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ali participou da criação do sanguinário grupo COLINA, Comando de Libertação Nacional. Posteriormente, participou ativamente da fusão entre a COLINA e a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, quando surgiu a violenta VAR-P, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável por dezenas de crimes contra civis e militares.Serra permaneceu 10 anos longe do Brasil. Retornou em 1977, dois anos antes da Lei da Anistia, sendo um dos únicos que voltou sem nenhuma garantia de liberdade e ainda com os direitos políticos cassados.Enquanto isso, Dilma estava na clandestinidade, participando de ações armadas, recebendo treinamento para guerrilha no exterior, ministrado por organizações comunistas internacionais. Aprendeu a usar o fuzil com maestria, especialmente na atividade de montá-lo e desmontá-lo no escuro. Foi presa em 1970, permanecendo nesta condição até 1973.Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos. Neste ano, teve sua candidatura a deputado impugnada, sob a alegação de que ainda estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como professor de Economia na UNICAMP, onde ficou até 1984.Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer o mestrado na UNICAMP e, depois, o doutorado. Durante anos, mentiu em seu currículo que tinha concluído os dois cursos quando, na verdade, mal cursou os créditos, que representa quando muito 10% de um título acadêmico strictu sensu. Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Planejamento do Estado de São Paulo.Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, com quem tem uma dívida de gratidão. Hoje Collares é conselheiro de Itaipu.Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, com a maior votação do estado de São Paulo. Foi o deputado que aprovou mais emendas no processo da Constituinte: apresentou 208 e aprovou 130, uma delas criando o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Liderou toda a reformulação orçamentária e de planejamento do país, no período, que começaram a estruturar as finanças brasileiras, preparando-as para o futuro Plano Real.Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, sendo substituída pelo hoje blogueiro Políbio Braga, que afirma: "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos."Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiz Erundina, do PT, nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal com a maior votação em São Paulo.Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na cota do marido no PDT. Alguns meses depois foi demitida, pois não obedecia horários e faltava a todas as reuniões, segundo Valdir Fraga, o presidente da Casa, à época. Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano Real, mesmo com idéias própria que o indispuseram, por exemplo, com Ciro Gomes. Neste ano, foi eleito senador por São Paulo, com mais de seis milhões de votos. Em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento.Em 1995, voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômicos, enquanto tentava acertar o seu “doutorado” na UNICAMP.Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde, criando os genéricos e o Programa de Combate a AIDS. Criou a ANS e ANVISA. Foi considerado, internacionalmente, como uma referência mundial em gestão na área.Em 1998, na cota do PDT, assume a Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho.Vendo que o partido de Brizola estava decadente, ingressou no PT.Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, puxando o tapete de Luiz Pinguelli Rosa, mestre em engenharia nuclear e doutor em física, que coordenava oi grupo de transição.Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo.Em junho de 2005, Dilma assumiu o lugar de José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, sendo saudada por ele como “companheira de armas e de lutas”, em memória aos tempos da guerrilha.Em 2006, elegeu-se Governador de São Paulo, cargo que exerce até os dias de hoje. É o candidato natural da oposição à Presidência da República.De lá para cá, vem sendo imposta por Lula como a candidata biônica do PT à presidência da república. No dia 20 de fevereiro de 2010, foi ungida, sem nunca ter conquistado um só cargo público pelo voto ou por concurso, a candidata da situação à sucessão de Lula.

P.S.: Eu sei que a intenção do Aldo não foi enaltecer a Dilma, pelo contrário, mas acho perigoso usarmos alguns tipos de comparações, porque podem reforçar a idéia de que competência está atrelada à história de pobreza e luta pela superação. E sinceramente, chega de LULA em nossas vidas.

Está dito...beijos e que a minha próxima semana venha mais leve, se depender do desabafo já está!!

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Nova versão da Formiguinha e a Cigarra




Era uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas.
Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno. Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha. Seu nome era "trabalho" e seu sobrenome "sempre".

Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.

Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida.

Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca. Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari com um aconchegante casaco de vison.
E a cigarra disse para a formiguinha:
- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?
E a formiguinha respondeu:
- Claro, sem problemas ! Mas o que lhe aconteceu ? Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari ?
E a cigarra respondeu:
- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris... A propósito, a amiga deseja algo de lá?
- Desejo sim. Se você encontrar o La Fontaine (autor da fábula original) por lá, manda ele ir para a puta que pariu!!!

Moral da História:
"Aproveite sua vida, saiba dosar trabalho e lazer, pois trabalho em demasia só traz benefício em fábulas do La Fontaine e ao seu patrão."

Trabalhe, mas curta a sua vida. Ela é única!!

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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Avatar: Refletindo sobre o sentimento de vazio.




Com uma marca de US$ 1.843.700.000,00 e indicação ao Oscar, o filme AVATAR de James Cameron além de mostrar diferenciais na tecnologia 3D nos provoca a refletir sobre os nossos tempos - a chamada modernidade e suas decorrências.
Limitações físicas e psicológicas, sentimentos contraditórios, poder, ambição, diferenças culturais, devastação ambiental em nome do crescimento econômico, avanço da ciência e seu bom e mau uso, entre outros assuntos podem ser observados na película. Por não ser viável discutir todos os pontos hoje, ressalto o sentimento de vazio do personagem principal Jake Sully (Sam Worthington), ex-fuzileiro paraplégico, que após perder o irmão gêmeo, cientista do programa Avatar no planeta Pandora, assume seu lugar por similaridade genética, permitindo compatibilidade com o Avatar do irmão. Logo, estar em outro corpo, mesmo de um ser de outro planeta proporciona ao protagonista experiências intensas, tais como: andar novamente e conhecer a cultura Na`vi, cuja filosofia de vida é a harmonia com a natureza. O resultado é o encantamento e afetividade com o novo povo, bem como a mensagem de que há um caminho para nossa civilização, se seguirmos os princípios Na´vianos.
Fora dos settings de filmagem, criar um Avatar é um fenômeno de sucesso conhecido dos internautas. Talvez, um meio de fuga do nosso próprio sentimento de vazio ou da realidade competitiva que incute a perfeição estética e o consumismo às pessoas, ou simplesmente um modo de adesão aos valores vigentes. Em ambos os propósitos, uma oportunidade de reinvenção de si mesmo.
Em dias de Carnaval, lócus de vivências avatarescas e momentos de extravasão, penso: estariamos diante de uma versão tupiniquim dessa necessidade reinventiva? Sem uma resposta definitiva devido a subjetividade de cada um, não critico o desejo de ser ou viver algo diferente, mas defendo a idéia do filme de que não precisamos nos esconder em um avatar, procurar um mundo paralelo; podemos viver melhor se nos conectarmos com o funcionamento da natureza, usando a ciência para fins de desenvolvimento humano e não exclusivamente econômico.
Afinal, não somos donos do planeta Terra, apenas um dos seres que aqui coabitam. Se entendermos essa afirmação, quem sabe poderíamos valorizar o que realmente é importante em nossa passagem por aqui e amenizar o tal sentimento de vazio visto em Jake e em nós mesmos.

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domingo, 24 de janeiro de 2010

Um pouco de legião...





Música de Trabalho



Composição: Renato Russo

Sem trabalho eu não sou nada

Não tenho dignidade

Não sinto o meu valor

Não tenho identidade

Mas o que eu tenho

É só um emprego

E um salário miserável

Eu tenho o meu ofício

Que me cansa de verdade

Tem gente que não tem nada

E outros que tem mais do que precisam

Tem gente que não quer saber de trabalhar

Mas quando chega o fim do dia

Eu só penso em descansar

E voltar p'rá casa pros teus braços

Quem sabe esquecer um pouco

De todo o meu cansaço

Nossa vida não é boa

E nem podemos reclamar

Sei que existe injustiça

Eu sei o que acontece

Tenho medo da polícia

Eu sei o que acontece

Se você não segue as ordens

Se você não obedece

E não suporta o sofrimento

Está destinado a miséria
Mas isso eu não aceito

Eu sei o que acontece

Mas isso eu não aceito

Eu sei o que acontece

E quando chega o fim do dia

Eu só penso em descansar

E voltar p'rá casa pros teus braços

Quem sabe esquecer um pouco

Do pouco que não temos

Quem sabe esquecer um pouco

De tudo que não sabemos

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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

FRASES INFELIZES





O bullying ocupacional é um fenômeno comum em nosso cotidiano. No uso coloquial descreve uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.

Pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, normalmente intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

Essa situação é seríssima e merecedora de atenção, principalmente judicial. Contudo a denúncia ainda é baixa com relação aos acontecimentos.
Em situações clínicas, quando conversamos com as vítimas, algumas relatam que em sua infância também sofriam tal retaliação, por parte de um membro da família.

Você seria capaz de recordar as frases que lhe foram ditas na infância e o influenciaram negativamente? Isto é, aquelas frases que fizeram com que você se sentisse mal, quase um zero à esquerda? É possível que alguns de nós recordemos de uma ou outra que fizeram a nossa infelicidade infantil. E se as recordamos, ainda hoje, passada a infância e adolescência, é porque verdadeiramente nos marcaram.

O importante, enquanto pais, é ter cuidado com palavras ditas na formação do individuo, que podem marcá-lo, tanto no desenvolvimento infantil, quanto em sua vida adulta.

Frases do tipo: "como é que você pode ser tão burro!" É uma delas, e de conseqüências desastrosas para o autoconceito da criança. Ela põe em dúvida, de forma muito clara, a sua capacidade. Afinal, o burro está associado ao incapaz, ao que não consegue fazer as coisas direito. Ao duvidar da habilidade do filho, os pais lhe passam a sensação de impotência que pode acompanhá-la para a vida toda. Além do que, se abraçar o conceito, a criança poderá passar a se comportar como tal. Tornar-se, de forma proposital, ainda que inconsciente, o burro que esperam que ela seja.

Sem dúvida, a frase é pronunciada nos momentos mais nevrálgicos do relacionamento entre pais e filhos. Por exemplo, quando a mãe entra na sala e descobre o pequeno pendurado na janela. Ela já lhe falou, pela suas contas, mais de mil vezes, para não subir. Assustada, com medo, ela corre, puxa o pequeno para dentro e lhe larga a frase, acrescentando: "já não lhe falei? Você não consegue aprender?" Melhor do que tal explosão, seria tornar a explicar à criança o perigo que ela corre repetindo aquele gesto.

Se contarmos até dez, dominarmos o nosso medo, com habilidade poderemos tirar a criança do perigo e lhe dizer: "janela não foi feita para subir." Colocamos os limites, sem agredir. Falamos da realidade da janela e dos perigos que ela representa, sem descer à questão da capacidade do pequeno em julgar se ele pode ou não subir ali sem problema.

É interessante considerar que os pais almejam que os filhos progridam, mas ás vezes os colocam obstáculos, criando-lhes situações plenamente dispensáveis.

Afinal, educar é tarefa que requer esforço, paciência, sendo desnecessário o uso de frases infelizes pronunciadas na infância ou na adolescencia, que nada mais são do que uma forma de bullying, isto é, de violência que pode ser repetida em situações de trabalho na vida adulta, seja como vítima ou agressor.

Sugiro cuidado com o que dissermos às pessoas e principalmente respeito!!!

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A POPULARIDADE DE LULA



Amigos,

Após um longo tempo sem postar, devido envolvimento com as tarefas da pós-graduação, pretendo retornar ao meu prazer de escrever sobre o universo do trabalho.
Para abrir "alas",  trago um texto enviado por um amigo, no qual acredito ser oportuno sua postagem, haja visto que o senhor mencionado nas linhas seguintes se diz figura importante em todas as áreas de nosso país.

A todos uma boa leitura















A popularidade de Lula


Popularidade ou estima generalizada precisa ser espontânea. Quando comprada não faz sentido ser chamada popularidade. Milhões de pessoas mantêm o presidente Bufão com índices de pesquisas populares, no alto do trono da liderança entre personagens políticas brasileiras.



De onde vem essa “popularidade”? Da compra da simpatia de miseráveis e analfabetos país adentro país afora. Por trinta dinheiros Judas vendeu Cristo. Por outros trinta dinheiros o presidente Bufão vendeu a possibilidade de fazer algo de realmente pertinente pela educação popular.



Ao contrário de investir em infra-estrutura educacional, em pagamento de professores acima de salários aviltantes, em salas de aula minimamente confortáveis, ao contrário de empossar pessoas capazes de mudar o quadro social dantesco da educação no país, numa gestão de reciclagem de conhecimentos didáticos, o presidente Bufão prefere enganar seus semelhantes não alfabetizados, doando-lhes dinheiro do Estado para assegurar de maneira vil, “como nunca se vil neste país” sua “popularidade”.



Ou seja: comprando com as moedas de Judas o apoio dos miseráveis, dos que não sabem ler nem escrever, dos que não possuem educação primária, pessoas incultas, sem instrução escolar mínima, iletradas. Comprando esse apoio com dinheiro público. Usando a miséria, a necessidade, a carência cultural várias vezes centenária de uma população de pessoas que, semelhantes a elle, Lulla, migraram do nordeste em busca de um lugar ao sol em São Paulo.



O presidente analfabeto ao contrário de fazer por aqueles que, semelhantes a elle, Lulla, precisam de ser alfabetizados e precisam aprender a ter noção do que significa aprender a ler, a escrever e a estabelecer um plano digno de vida, aproveita-se maquiavelicamente, como qualquer sádico da política brasileira estruturada na corrupção desde os tempos do Império, para comprar com os trinta dinheiros de Judas a simpatia popular (“popularidade”).



Seria simples usar 12 bilhões de reais para reestruturar a educação no país. Mas elle, Lulla, o presidente analfabeto, oPTou por mantê-los na ignorância, fazendo de conta que está investindo em educação quando, em verdade, está investindo em sua própria popularidade, como se fosse um Mao Tse Tung à século XXI, ditando normas de como fazer para manter e retroagir a condição de analfabetos de seus semelhantes nordestinos e em todo o país.



A educação permanece em estado falimentar há séculos. Elle, Lulla, está com a oportunidade em mãos de mudar esse quadro de ignorância dantesca que o conduziu à presidência da República e faz dele um líder que na hora de olhar e zelar pela educação popular, ao invés de melhorar as condições de influenciar a cultura escolar e acadêmica, mantém seu olhar fixo no próprio umbigo e oPTa pela “popularidade” ao invés de optar pela dignidade, pelo ensinamento, pelo saber.



Prisioneiro da demagogia, o governo Lulla promove conferências, discursos, inaugurações, palanques “como nunca se vil antes na história deste país”. Quatro milhões de pessoas participaram de sessenta conferências que custaram ao erário público mais de 100 milhões de reais. Seus ministros dizem o que deve ser discutido, segundo as relevâncias do governo e, posteriormente, convocam os Estados para a discussão do sexo dos anjos por moradores de bairros, entidades sindicais e outros interessados em participar do teatro macabro dos gastos do dinheiro público para bancar esses eventos com passagens rodoviárias e aéreas, hospedagens, alimentação, estrutura.



O presidente analfabeto mostra-se extremamente condescendente com todo tipo de corrupto e corrupção. Não há um único político que tenha se envolvido com cambalachos, roubalheiras, tráfico de dinheiro em cuecões, que não tenha merecido dele uma palavra de apoio. Exceto se esse político não estiver fazendo parte da Oposição ao seu desgoverno.



O presidente analfabeto está definitivamente empenhado em mostrar a todos os brasileiros brasileiros, àqueles a quem a cidadania ainda é uma bandeira a defender, que ele vai continuar liderando os que não possuem noção do que seja educação e cidadania, no sentido de mantê-los atrelados ao cabresto de seus tinta dinheiros de Judas Iscariotes, traidor de Cristo.



Seu objetivo é adequar os indivíduos analfabetos dessa sociedade de miseráveis a seus objetivos políticos os mais degenerados. Elle, Lulla, se posiciona como sendo o Führer dos analfabetos, o líder de todos os que, analfabetos ou não, desejam se aproveitar da situação privilegiada de incremento da circulação da riqueza mundial e nacional, para manter-se no poder político, mesmo que escravizando seus semelhantes com sua fixação em “popularidade”.



A quem esse Judas analfabeto quer enganar? A maior quantidade possível de eleitores analfabetos que vendem o apoio de suas simpatias em troca dos trinta dinheiros nefandos da corrupção institucionalizada do programa Bolsa-Família. Ou melhor adjetivando: do programa Bolsa-Bufa.



O Bolsa-Bufa é uma mão na roda para todo tipo de demagogia. Escorado na “popularidade” dos trinta dinheiros lançados em mãos dos analfabetos e miseráveis que se vendem por tão pouco, sem sequer suspeitarem de que estão sendo lesados por um demagogo sem nenhum caráter, o presidente analfabeto se diverte, mostrando a seus antigos adversários políticos como fazer para manter em alta uma popularidade às custas dos trinta dinheiros Lulla, o Judas.



Esse Macunaíma nordestino deita e rola, tirando o máximo proveito possível da ignorância e do estado lamentável de seus conterrâneos e contemporâneos. Explorando-os como elle, Lulla, foi explorado quando sindicalista. Quando torneiro mecânico lutou por melhores condições de vida para a classe de trabalhadores à qual pertencia. Hoje, se posiciona do lado de lá, do explorador. Traindo os ideais mais essenciais daqueles que um dia representou. E agora trai de maneira vil e infame.



“Como nunca se vil antes há história deste país.”



Hoje faz 155 dias de censura ao ESTADO DE SÃO PAULO. Uma inconstitucionalidade como nunca se viu antes na história desse país.


Sereno Hopefaith

Pra quem quiser saber mais sobre a história...


"Lula é Minha Anta", do jornalista Diogo Mainard, um dos mais polêmicos e conhecidos comentaristas da cena política brasileira, reúne uma coletânea de crônicas sobre o escândalo do mensalão publicadas pelo autor na revista Veja, da qual é colunista. Mas não se trata de uma reunião pura e simples dos primorosos textos de Mainard sobre os escândalos de Brasília. No livro, as crônicas são alinhavadas com comentários inéditos sobre os artigos que contam os bastidores do trabalho do colunista.





















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